Artesãos sergipanos levam diversidade cultural do estado à 26ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato em Pernambuco
- Trabalho
Com apoio do Governo de Sergipe, treze profissionais representam o estado na maior feira de artesanato da América Latina até o dia 19 de julho
Treze artesãs e artesãos sergipanos viajaram a Pernambuco para levar o melhor do talento manual local à 26ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato em Pernambuco (Fenearte), que acontece até o dia 19 de julho no Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda (PE). Com o apoio do Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem), a cultura e a tradição sergipanas estão representadas na feira de artesanato que é considerada a maior da América Latina.
Cerâmica, renda irlandesa, madeira, esqueletização de folha, bordado, papel machê e palha de taboa são as tipologias que representam a diversidade do artesanato sergipano na Fenearte.
O secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo, Jorge Teles, enfatizou o alcance estratégico da participação no evento. “A participação dos artesãos sergipanos na Fenearte vai muito além das vendas realizadas durante a feira. Estamos falando da maior vitrine de artesanato da América Latina, um espaço onde nossos mestres e artesãos apresentam ao Brasil a qualidade, a identidade e a originalidade da produção sergipana. Cada contato estabelecido pode se transformar em novas encomendas, parcerias comerciais, convites para exposições e oportunidades de inserção em novos mercados”, destacou o gestor.
Experiências de sucesso
Para os artesãos, o suporte governamental tem sido um diferencial para a expansão de seus negócios. A artesã Camila Vitória, do município de Pacatuba, que trabalha com palha de taboa, celebra a oportunidade de contato direto com lojistas. “Minha experiência nesta feira está sendo maravilhosa. Estou muito feliz de estar aqui, trazendo o artesanato da minha região, mostrando a palha que a gente faz lá. Antes não tínhamos esse apoio que temos hoje. Aqui eu estou tendo muito contato com lojistas, muitas pessoas interessadas no produto que eu estou trazendo. A primeira semana foi maravilhosa, eu vendi bastante”, comemorou Camila.
Com uma trajetória consolidada no setor, o mestre artesão Antônio Gomes, de Itaporanga d'Ajuda, destaca que a Fenearte se tornou um ponto de encontro fundamental para suas peças. “É uma sensação muito boa. É uma feira muito grande. Esse é o décimo evento que eu participo. Só tenho a agradecer. As vendas estão excelentes. As pessoas estão gostando. Vieram muitos lojistas de São Paulo, do Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza para prestigiar e comprar minhas peças, fizeram encomendas. Algumas peças são inspiradas no caju, que é um fruto da minha região”, relatou o mestre.
A visão sobre o impacto do evento vai além da venda imediata, alcançando o reconhecimento profissional. Para a artesã Rosilay Leite, de Aracaju, especialista em papel machê, a feira é um marco de crescimento. “Primeiramente, falando da satisfação de participar da feira, é só felicidade. Essas feiras fazem nosso trabalho crescer. Hoje, estou num patamar, num nível totalmente diferenciado, nós somos vistos pelo mundo, pelo país todo. Uma feira com uma imensidão dessa, traz oportunidades de crescimento, faz comerciantes fazerem pedidos. Então, você vem pra cá com o intuito de vender e, chegando aqui, se abre um leque de possibilidades, aprendizados e trocas”, avaliou a artesã.
Encerrando a análise sobre a importância da participação do artesanato sergipano nas feiras, o secretário Jorge Teles reforçou o compromisso da atual gestão com a cadeia produtiva artesanal. “Investir na presença dos artesãos em eventos como a Fenearte é investir no fortalecimento de uma cadeia produtiva que gera trabalho, renda e preserva nosso patrimônio cultural. Mais do que apoiar a participação em uma feira, estamos criando condições para que o artesanato sergipano amplie sua visibilidade, agregue valor às suas peças e consolide uma trajetória de desenvolvimento sustentável para quem vive desse ofício”, concluiu.
A artesã Camila Vitória / Foto: Richard Mayer | A artesã Rosilay Leite / Foto: Richard Mayer | Foto: Richard Mayer | O mestre artesão Antônio Gomes / Foto: Richard Mayer
