Projeto Meninos Sergipanos em Movimento fortalece debate sobre masculinidades positivas na abertura do Agosto Lilás
- Governo
Ação realizada pela SPM e Seed reúne estudantes e profissionais da educação para promover reflexões sobre equidade de gênero, prevenção das violências e cultura de paz nas escolas públicas
A Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres (SPM) e a Secretaria de Estado da Educação (Seed) realizaram nessa segunda-feira, 3, mais uma edição do Projeto Meninos Sergipanos em Movimento, no Centro Estadual de Educação Profissional José Figueiredo Barreto, em Aracaju. A ação integra a programação do Agosto Lilás e promove a formação de estudantes e profissionais da rede estadual de ensino sobre masculinidades positivas, equidade de gênero, autocuidado, respeito e prevenção das violências.
O encontro reuniu adolescentes e educadores em uma programação conduzida pelo Instituto Mapear, referência nacional em ações de prevenção às violências de gênero por meio do trabalho com homens e meninos. Ao longo dos meses de agosto e setembro, a iniciativa também será desenvolvida nos municípios de Nossa Senhora do Socorro, Lagarto e Propriá, alcançando cerca de 200 adolescentes e 160 profissionais da educação.
As atividades incluem rodas de conversa, oficinas participativas, dinâmicas em grupo, jogos educativos, exibição de vídeos e produção de materiais criativos, utilizando metodologias fundamentadas na educação popular, na pedagogia do cuidado, na educação antissexista e na promoção dos direitos humanos.
Durante a abertura da programação, a secretária de Estado de Políticas para as Mulheres, Georlize Teles, destacou que discutir masculinidades no ambiente escolar é uma estratégia fundamental para prevenir a violência contra as mulheres e construir uma cultura baseada no respeito. “Acreditamos que a educação é o principal caminho para transformar essa realidade. Quando levamos esse debate para dentro das escolas, convidamos esses meninos a refletirem sobre o papel que exercem na sociedade e mostramos que respeito, empatia e cuidado são valores humanos. É isso que entendemos como masculinidade positiva: uma forma de viver as relações baseada no respeito, na harmonia e na construção de novas perspectivas”, afirmou.
Responsável pela condução da formação, o diretor executivo do Instituto Mapear, Luciano Ramos, ressaltou que a escola é um dos principais espaços de construção das identidades e das relações sociais durante a adolescência. “É na escola que meninos e meninas constroem referências sobre o que significa ser homem e ser mulher. Por isso, trabalhar esse tema nesse ambiente é tão importante. Ao formar educadores e dialogar com os estudantes, fortalecemos a prevenção das violências e contribuímos para que as escolas e as comunidades se tornem espaços mais seguros para meninas e mulheres”, destacou.
A diretora do Centro Estadual de Educação Profissional José Figueiredo Barreto, Deise Santos do Nascimento, afirmou que a iniciativa fortalece o papel da escola na formação cidadã dos estudantes e contribui para desconstruir comportamentos naturalizados ao longo do tempo. Segundo ela, promover o debate sobre masculinidades positivas é uma oportunidade para que alunos e professores reflitam sobre atitudes e construam novas formas de convivência. “Precisamos de pessoas, principalmente homens, que sejam mais empáticos, acolhedores e conscientes da rede de proteção. Ter um homem conduzindo essa conversa também faz com que outros homens percebam que é possível ser um apoiador e defensor das mulheres”, afirmou.
Impacto
Entre os profissionais da educação que participaram da formação, a percepção é de que a iniciativa oferece ferramentas para fortalecer o trabalho desenvolvido diariamente nas escolas. A professora de Língua Portuguesa Jucileide Ramos avaliou que a metodologia apresentada amplia as possibilidades de diálogo em sala de aula. “Cursos como esse são fundamentais, principalmente para nós, professores. Eles complementam e enriquecem nosso conhecimento e, por meio das dinâmicas, tornam nossa abordagem mais leve e mais próxima da realidade dos alunos. É uma formação extremamente enriquecedora”, destacou.
Para a professora de Educação Física Janaína da Silva Dantas, discutir masculinidades positivas vai além do público masculino e contribui para a formação de cidadãos mais conscientes. “A escola prepara crianças e adolescentes para viver em sociedade. Trabalhar essa temática amplia o entendimento sobre respeito, convivência e responsabilidade coletiva, e esse é um debate que beneficia meninos e meninas e contribui para formar cidadãos mais preparados para construir relações saudáveis e uma sociedade melhor”, ressaltou.
Fotos: Ascom SPM | Georlize Teles | Fotos: Ascom SPM | Janaina Silva | Fotos: Ascom SPM
